Fui a locadora e vi o filme balado com a ex friends, o tal
do Cake- Uma razão para viver. Olhei, olhei, vi as premiações, vi a cara dela
sem aquela típica cara de boba, sem maquiagem e sem estar produzida, a tal da
queridinha da América (será ainda?!), Jennifer Aniston e decidi arriscar, ou
melhor, locar.
Será que ela continuaria fazendo aquela cara de sou loira e
burra como faz em quase todos os filmes e como fez durante mil ano no seriado
Friends? Ou seria mais uma jogada de marketing onde deixam a atriz feia, sem
maquiagem para ganhar vários prêmios?
Enfim, nem sabia exatamente qual era o enredo do filme. O
que eu queria mesmo era analisar a Aniston e torcer pra que ela realmente
tivesse dado conta e voilá, botado para fora toda a carga artística dela (enquanto
escrevo, Lorenzo está na cadeirinha e eu vou dando tudo o que tem em cima da
mesa. Daqui a pouco, eu não o vejo mais. Glorinha, espero eu, está brincando sozinha
e quieta...se algo der errado, a culpa foi minha....).
Ao longo do filme, vamos entendendo as perdas, as dores,
toda a carga emocional. Aquela Aniston cheia de caras e bocas, está, pela primeira
vez, comedida e sarcástica e doída. Rancorosa, viciada em remédios para dores. Está
lá passando pelo seu luto de mãe.
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| Um dos momentos mais emblemáticos do filme! |
Um elenco legal, mas quem se sobressai é ela. Chegou aquele
momento que o filme, na verdade, é dela, mesmo o roteiro tratando de algo que
não tenha haver com a vida dela.
Confesso que, ao término do filme, não acreditava AINDA que
ela não tinha feito NENHUMA daquelas caras. E que deu conta, muito bem, diga-se
de passagem, do recado. Uma mãe, com dores, com alegrias e, o melhor, que
levantou do local que ficava, sem ver nada, respirou fundo, tomou força e saiu
da posição que ficava no carro, pronta para encarar, acredito eu, o mundo!
Definitivamente, me parece que só nos curamos de um sofrimento depois de tê-lo suportado até o fim.

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